Economia circular do vestuário

As roupas oferecem conforto, proteção, são uma expressão de individualidade e geram empregos, com mais de 300 milhões de pessoas a trabalhar na cadeia de valor da indústria do vestuário. Mas, apesar de todo o crescimento que gera, o setor também incentiva um desperdício considerável: segundo estimativas, mais de metade da fast fashion é descartada em menos de um ano.

Este modelo de negócios, 'pegar, fazer e descartar', tem custos demasiado grandes para o meio ambiente, a sociedade e a própria indústria. O total de emissões de gases com efeito de estufa resultante da produção de têxteis atinge 1,2 mil milhões de toneladas por ano, mais do que as emitidas por todos os voos internacionais e navios marítimos combinados.

Substituir este modelo de negócios linear por um modelo de design circular ajudaria a recuperar mais de $500 biliões em perdas na indústria por ano e ainda a mitigar o negativo impacto ambiental. Grandes marcas, incluindo H&M e Nike, já estão a focar-se nisto. A Nike instituiu um Índice de Aquisição e Produção Sustentável, que incentiva e recompensa melhorias nas práticas ambientais, de saúde, segurança e trabalho em fábricas ao longo de sua cadeia de fornecimento. A H&M comprometeu-se a usar materiais 100 por cento reciclados ou de fontes sustentáveis até 2030. Outras empresas adotaram conceitos circulares, interrompendo o mercado tradicional de vestuário e estabelecendo vários serviços de aluguer de roupas.

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